quarta-feira, 28 de maio de 2014

Foto: Jéssica Corrêa

Eu costumava acordar no meio da noite sentindo a sua falta. Essa minha mania de sentir falta das coisas que já tive, das coisas que não posso mais ter. Eu sei que foi consequência das minhas escolhas, eu sei. Mas o ponto é que eu costumava acordar no meio da noite sentindo a sua falta. Falta do som da sua voz, do cheiro que você costumava deixar em minha roupa, das músicas que ouvíamos juntas. De todas as coisas. Das nossas coisas. 

Das noites que acordei sentindo a sua falta, minhas companhias eram o meio-fio da calçada, o maço de cigarros que eu abominava na mão das outras pessoas, uma caneta qualquer e o velho bloco de notas. Nas madrugadas, frias ou quentes, eu te escrevia.

Eu te escrevia coisas lindas, porque era tudo que eu tinha.

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