quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

E percebe que, tudo, a mente levou.

Albatroz-errante by Esquimós on Grooveshark

Houve um tempo em que costumava a encontrar em todos os bares e festas da cidade. Entre minhas doses de álcool aparecia. Sempre banhada da melhor luz emanada dos canhões de luzes das boates, sempre embalada pela minha canção favorita da noite, cabelos sendo jogados de um lado para o outro, como se a própria fosse extensão da melodia. Seu sorriso derretia satélites e corações gelados. E a mim. Ah, como me derretia! Me hipnotizava, me desconcertava e me tirava todo o ar. Seu olhar me atravessava em meio a centenas de pessoas e me fazia sentir parte de sua canção. Dançávamos no mesmo ritmo, conversávamos pelos olhos, pela alma, pelo movimento. Toda minha idealização do mais perfeito ser se materializava diante de meus olhos e lá estava ela. Das boates e bares, passou a frequentar minha vida. Em cada esquina, cada fim tarde no parque, cada sonho e segundo. Meu querido amigo idealizado acompanhava a história de relance, atento aos detalhes, tanto quanto eu.


E em uma bela noite, decidido a coloca-la de vez em minha vida, esperei a melhor música tocar. Direcionado a cadeira do lado, procurei meu querido amigo idealizado para lhe avisar que iria atrás dela, porém, não o encontrei. Em meio à pista de dança, tomado por minha música favorita da noite, também não a encontrei. Dias se passaram sem sinal dos dois, até que encontrei um cartão postal em minha porta.


Sacanagem é a garota dos meus sonhos fugir com meu amigo imaginário...

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