domingo, 25 de novembro de 2012

Coisas que eu prefiro que você não leia - part. 01

Antes de começar a ler este texto, tenha plena conciência que essa série (se é que ela vai continuar) é uma coletânea dos piores textos que eu já escrevi ou escreverei na vida. Pare, enquanto é tempo. O facebook tá mais interessante que isso aqui. Eu aposto.

Alguma vez, você já passou a odiar tudo o que você mais gostava na vida e passou a gostar das que mais odiava por ser um modo de fuga?

Ódio é o sentimento mais repugnante (depois de mágoa) que um ser humano pode sentir. Mais repugnante e devastador. Mas eu já tô começando errado. Ódio não tem nada a ver com esse modo de escrever. Ódio é um lance de você escarrar (escarrar é uma palavra que eu ODEIO, e por isso vou usá-la agora) cada palavra que vem na sua mente, pra não explodir. E é por isso que vou escrever isso aqui. Como meio de não explodir. Se bem que essa não seria uma má idéia...

Hoje, como modo de fuga, decidi sair, dar uma volta, pra ver se desviava o fluxo dos pensamentos. Missão totalmente destruída por motivos de: você pulou na minha frente. Não fisicamente, mas por meio de coisas que me remetem a você. A porra da bandinha que você gostava foi tocar na porra do lugar que eu escolhi ir. (Vejam vocês como palavrões são parte básica do ódio).

Aquele merda daquele cara (que deve até ser um cara bacana) tava lá na minha frente. Você deve se lembrar do que eu disse que faria quando o encontrasse de novo, não é? Pois é. Eu não fiz. Imagina só a reação das pessoas se eu invadisse o palco e enfiasse um soco bem no meio da cara dele, ou destruísse todo o equipamento. É, eu tento ser uma pessoa civilizada. Missão essa que anda bem difícil desde que você destruiu a porra da minha vida.

Voltemos ao show: Cada riff e vocalização que eu ouvia daquele filho-da-puta-nem-tão-filho-da-puta-assim, faziam meu estômago dar uma volta de 360 graus e algo de dentro dele, subia até minha garganta. Era um lance de ódio vindo da mistura de ele ser um filho-da-puta-nem-tão-filho-da-puta-assim bom pra caralho. O tipo de cara que eu passaria uma tarde conversando sobre música e tomando uma cerveja tranquilamente. Talvez até o tipo de cara com quem eu iria pra cama, sabe-se lá. E isso não me dava nem a chance de dizer "Porra, foi por esse merda toda a raiva?". Às vezes eu chego a achar que você até calculou tudo certinho, pra me atingir bem fundo na porra do coração que eu costumava ter. Mas não, você não seria capaz. Ou seria?

Veja bem, meu bem, não me leve a mal pelo que ando escrevendo ok? Isso aqui é pra eu me esvaziar um pouco e evitar tragédias. Evitar que eu saia dando na cara de cada vagabunda-drogada-de-merda que se pareça com aquela vaca. Ou de que eu comece a planejar atentados contra os integrantes restantes da sua banda preferida, ou saia por aí queimando todas as cópias dos cd's que tenham as nossas músicas.

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