quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A ordem numérica foi quebrada

Em um clique, um segundo, um sete nove. 1-7-9

Te gostei pela falta de justificativa, de erros maiúsculos, excesso de curvas. Eu, que me prendo tanto a pequenos detalhes e acertos, te gostava pelos erros. Pela falta de saber o que viria, te ilustrei em minha mente, te nomeei, te dei voz. Te dei canção. Sem medo de exageros e amplificação de sentimentos inexistentes. Sem medo, sem medo algum, algo de dentro de mim te jogou no meu mundo experimental.


O fato de você não saber de nada disso e de saber tão pouco de ti, me deixava brincar nessa realidade paralela, banhada de "platonicidade". Me aguçava a criatividade. Me dava a liberdade de te banhar em luzes, te misturar em tons, te experimentar em diversas formas.

Te via de cima pra baixo em surrealismo, action paint e cubismo. Se encaixou em um-sete-nove obras de arte. Em meio a semana de inércia, ouviu o que eu pedia em sons graves inaudíveis. Me deu um gole de vida. Um-sete-nove mililitros de vida.

Um comentário:

  1. Sensacional. Apesar de eu achar triste esses amores que se moldam, no seu texto deu um ar poético incrível.

    ResponderExcluir