terça-feira, 3 de julho de 2012

Carta ao meu querido amigo imaginário.



Querido amigo imaginário,

sinto que deveria ter lhe escrito esta carta há um bom tempo, mas só agora reparei sua ausência. Sei que isso parece cruel, mas não foi minha culpa. Foi o que o tempo fez comigo! Ele te apagou da minha memória e só estou lembrando de poucas coisas a seu respeito. Por onde você anda? Será que ainda está por aqui? Será que sou eu quem não te vejo mais? Queria lhe dizer que você faz uma falta imensa em minha vida. Tenho me pego diversas vezes conversando sozinha, pensando que é você. E foi em um desses momentos que percebi que você sumiu.

Ando te precisando, velho amigo. Tenho a sensação de que, em um passado não muito distante, foi você quem me guiou por diversas vezes enquanto me perdia... Estou certa? Você pode voltar? Nem que seja por quinze minutos. Só pra eu te ver, te dar um abraço, pra você me dizer que tudo vai dar certo e me confortar, como quando eu acordava no meio da noite depois de um pesadelo. Quero tanto lembrar como você é. Qual era a canção que você tocava quando eu precisava me acalmar? Ela soa bem lá no fundo de minha mente, mas não está muito clara. Você ainda toca? Poderia me ensinar essa canção? Torço pra que a resposta seja sim. Espero te ver em breve, e espero que não esteja magoado por não ter me lembrado de você nos últimos tempos. O tempo pode ter te apagado da minha mente, mas você sempre esteve presente em algum lugar dentro de mim. Talvez o que dizem (ou foi você quem me disse?) sobre esse tal de coração seja verdade. Sinto que ele realmente abriga todos aqueles que nos fazem bem algum dia. 

Espero sua resposta, sua visita, sua canção.

Com amor,

Laura.

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