sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O pensamento de Louise Labé

Há alguns dias atrás, eu e meu caro colega de trabalho, Evandro R. Saracino, estávamos tendo uma conversa sobre filosofia. Ele, formado em história, e eu, planejando entrar para psicologia, discutiamos sobre o papel da mulher na filosofia. Por não termos muita informação sobre a atuação feminina na filosofia, resolvi pesquisar.
Dentre os vários exemplos, me chamaram atenção Safo de Lesbos, e Louise Labé. Encontrei o trecho de uma carta enviada por Louise Labé para uma amiga, Mademoiselle Clemence de Bourges, em Lyon, em meados de 1555, onde a mesma defende alguns de seus pontos de vista:
É chegado o tempo, Mademoiselle, em que as leis inflexíveis dos homens não mais impedirão as mulheres de se devotarem às ciências e disciplinas; parece-me que aquelas que forem capazes, irão empregar esta honrada liberdade, a qual nosso sexo outrora tanto desejava, em estudar estas coisas e mostrar aos homens o mal que causaram em nos privar do benefício e da honra que poderiam nos advir. E se alguém chega ao estágio no qual seja capaz de pôr suas idéias no papel, deveria fazê-lo com muito intelecto e não deveria desprezar a glória, mas adornar-se com ela antes do que com correntes, anéis e roupas suntuosas, as quais não podemos considerar realmente como nossas exceto pelo costume. Mas a honra que o conhecimento nos trará, não nos pode ser tomado – nem pela astúcia de um ladrão, nem pela violência de inimigos, nem pela duração do tempo.



Só como anotação.

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